Descobrindo Malta e Gozo de bicicleta

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Quando fui pra ilha uma das minhas vontades era conhecer Malta de bike. Santa inocência! E falta de pesquisa. Na minha imaginação, tudo era plano e o tráfego por lá era calmo como cidade do interior que nem semáforo tem, sabe?! Só que não. hehehehe Na vida real, o país ainda não está preparado para cilicistas. A geografia acidentada da ilha, a baixa quantidade de ciclovias e o despreparo dos motoristas fazem com que Malta fique de fora da lista de países bike friendly.

Imagina o trânsito caótico com mais de 300 mil carros transitando por um país de 316 km². Detalhe: eles têm quase a mesma quantidade de carros e habitantes, cerca de 400 mil pessoas vivem por lá.

É compreensível que muitas pessoas ficaram surpresas com a passagem do mountain biker Manu Bustelo e do fotógrafo Chris Davies pelo país. Eles estiveram por lá para filmar o primeiro episódio do A Mountain Bike Adventure. Abaixo você confere algumas fotos dessa trip incrível e o vídeo da aventura deles descobrindo Malta e Gozo de bicicleta.

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Se você gosta de desafios e de bikes, sem dúvida, Malta é uma ótima escolha.
E aí, Bora pra Malta by bike?

Fotos: Chris Davies

Estou de volta ao blog e preparando novos posts

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Após um longo tempo sem escrever e atualizar o blog, eu voltei. O amor que tenho por essa ilha é enorme e sinto que ainda tenho muito a contribuir mesmo estando longe de lá há tanto tempo. Abandonei o blog por diversos problemas. Teve até gente me atacando por aí e rezando pra eu parar de escrever. Fiquei muito triste, é verdade, pois acredito que tem espaço pra todo mundo escrever sobre suas experiências em Malta. Mas o motivo do meu sumiço, foi outro, excesso de trabalho e outros projetos pessoais que montei em paralelo.

E como sei que tem uma galera que gosta do meu jeito de escrever, aproveito para fazer aquele merchan básico e apresentar o Lentes do Coração, um blog que não tem nada a ver com Malta, mas é fruto de muitas reflexões que tive pela ilha. No Lentes proporciono uma viagem ao nosso interior, através de poesias e textos reflexivos sobre autoconhecimento, colaboração, paz e amor incondicional. Se você é daqueles que acredita que pra mudar o mundo é preciso começar por si mesmo, apareça por lá e me conta o que achou.

Voltando ao nosso pequeno paraíso. =] Neste tempo que deixei o blog parado, ele só cresceu. O número de visitas, seguidores e de mensagens. Peço desculpas a todos que me enviaram pedidos de ajuda, dúvidas, etc. e não obtiveram retorno. Muitos pedidos são bastante específicos e fica difícil auxiliar um por um. Ainda mais nos últimos tempos. De qualquer maneira, pretendo transformar as principais dúvidas em posts.

Agradeço muito pelos comentários carinhosos e pedidos para eu voltar a escrever. Fico feliz em saber que meu trabalho tem ajudado tanta gente! Espero que os que já foram tenham amado a ilha e apareçam para compartilhar aqui as experiências com os que pretendem ir. E os que ainda estão planejando, venham conferir os novos posts!

Aguardo vocês, hein! 😉

Dia dos Namorados no Brasil, mas tem comemoração em Malta

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Sou romântica e adoro contar histórias de amor. Principalmente histórias como esta, às avessas dos romances tradicionais em que os casais se conhecem, namoram, casam e só então vão morar juntos para viverem felizes para sempre.  A história dos brasileiros Natali Martinelli, 25 anos, e Rafael Costa, 36 anos, vem para nos mostrar que muitas vezes o amor está mais perto do que imaginamos e entra em nossas vidas de um jeito imprevisível. Que às vezes vivemos felizes com nossos futuros companheiros, sem nem ao menos imaginar que aquela amizade pode se transformar num amor, quem sabe, pra vida toda.

Em 2011, enquanto curtia o verão europeu em Malta, Natali conheceu a fada madrinha desta história, Karen Mendes, uma brasileira apaixonada por rodar o mundo. Pouco antes de curtir suas férias pela ilha, Karen tinha passado uns tempos na África do Sul, onde conheceu Rafael, outro viajante incansável.

De volta ao Brasil, Karen soube que Rafael estava programando uma viagem para Malta e pediu que Natali desse dicas a seu amigo. Os dois se falaram e logo marcaram uma cerveja para se conhecer. Minutos antes do encontro, Natali tatuou a cruz de Malta, que segundo ela, é a marca de seu caso de amor com a ilha e o início de sua linda história de amor com Rafael.

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Mas como às vezes o cupido se atrapalha nas flechadas e acerta o alvo errado,  naquela noite, Rafael ficou com  a melhor amiga de Natali. A história entre os dois não foi pra frente. Por outro lado, Rafael e Natali se tornaram amigos. E continuaram dividindo cervejas pelos noites de Paceville, o bairro das baladas de Malta. E depois passaram a dividir o mesmo teto. Rafael alugou um quarto na casa em que Natali morava. A convivência começou a mudar o rumo dessa história. E além das cervejas, eles passaram a dividir shots de tequila e vodka. E diz o Rafael que numa noite dessas a Natali roubou um beijo. Ela diz que não lembra disso. (Pois é, Nat, vodka às vezes causa amnésia alcoólica! hahahaha)

Depois de muitos drinks, sedução e charme na cozinha, na sala, no quarto, na balada e em meio a tantas paisagens cinematográficas, eles se renderam à paixão e assumiram o namoro. “Se apaixonar já é gostoso, mas em Malta é muito melhor. Uma energia, um cenário, um clima. É coisa de filme de romance! Eu tenho certeza que aqui existe alguma magia, que eu não sei explicar, mas quem já passou por aqui entende o que eu estou dizendo.” suspira Natali. ( E como eu entendo dessa magia! Criei até um blog por conta disso, né, gente?! hehehe)

Aos poucos as baladas de solteiros foram substituídas por jantares românticos. As noites de bebedeiras por degustações de deliciosos vinhos malteses, italianos, franceses… A vida noturna agitada deu lugar a paixão e a calmaria da vida a dois. O status do Facebook mudou. E na timeline as fotos e as postagens das baladas, abriram espaço para declarações apaixonadas e registros de momentos incríveis. Beijos, carinhos, sorrisos e muito amor protagonizados pelo casal e realçados pelas belezas naturais da ilha.  “Malta para solteiros é uma e para casados é outra completamente diferente. Mas com certeza Malta atende muito bem qualquer uma das opções.”, conta Natali.

Para quem conhece a noite maltesa, sabe que abandonar a vida de solteira por lá, não é tarefa das mais fáceis. Para abrir mão do agito, só mesmo por alguém muito especial. Afinal, as tentações da noite são enormes e para ser fiel num lugar cheio de gente bonita, é preciso muito amor e confiança. E Natali conta o segredo para manter uma relação saudável longe de casa e num país tão agitado. “Nossa relação é sustentada por um tripé: respeito, fidelidade e amor. Somos entregues completamente um ao outro, e acho que o segredo maior para uma relação bacana é uma conversa honesta e carinhosa, flexibilidade para aprender a ver as situações em diferentes pontos de vista, maturidade para entender e respeitar que temos personalidades diferentes e, claro, muita paixão!”.

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Natali e Rafael tiveram a sorte do amor acontecer no coração do Mediterrâneo. Como eu sempre digo por aqui, Malta respira amor e inspira os apaixonados! E você, viveu alguma história de amor pela ilha? Escreva para nós e quem sabe sua história também aparece por aqui! =)

Feliz Dia dos Namorados! Muito amor e fidelidade para todos vocês! <3

Gosta de histórias de amor? Quer saber por que “Malta respira amor e inspira os apaixonados”? Leia também:

A linda história de amor à distância de um casal que se conheceu em Malta 

Foto do dia: Feliz Dia dos Namorados com um beijo misterioso 

Foto do dia: Love locks eternizando histórias de amor em Malta 

Foto do dia: A baía do Amor em Malta

Foto do dia: Malta respira amor

Acomodação em Malta: Hostel Vila Kavallieri

Como muita gente tem me procurado com dúvidas sobre acomodação, decidi fazer alguns posts falando sobre isso. As opções de acomodação em Malta são as mesmas que nos demais destinos turísticos e de intercâmbio. Você pode optar por morar em casa de família, de estudante, hostel, hotel, fazer couchsurfing ou alugar um apartamento.

Muita gente pela web já escreveu sobre esse tema para intercambistas e as dicas são sempre as mesmas. “Ainda aqui no Brasil, feche apenas o primeiro mês em casa de família, de estudante ou hostel e quando estiver no país aí você procura opções mais baratas, como alugar um apartamento com outros estudantes, pois isso barateia demais.” E foi exatamente o que eu fiz. E valeu a pena.

O primeiro mês em hostel

Fechei um pacote de um mês de acomodação em quarto de solteiro com banheiro privativo. Achei melhor dividir apenas sala e cozinha com os outros estudantes. Essa opção era bem mais cara, mas eu achei melhor gastar um pouco mais no primeiro mês,  pois seria uma fase de adaptação e eu queria minha privacidade. Eu fechei direto com a escola no hostel ou guest house Vila Kavallieri. Apesar de ficar do lado de fora e do outro lado da rua, ele faz parte do complexo Garden View que conta com apartamentos, casa de estudante e a escola Club Class e um mini clube gratuito para os alunos com piscina, academia e sauna.

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Eu gostei bastante de lá, principalmente, pelas amizades que eu fiz. Aliás, a princípio eu fiquei em dúvida se pagava mais caro e pegava um apartamento com a cozinha só pra mim. Daí eu pensei: a cozinha é uma ótima oportunidade para fazer amigos. Afinal, a cozinha já é um dos locais mais sociáveis da casa, não é verdade?! Ou vai dizer que na sua casa você nunca ficou papeando enquanto alguém cozinhava, passava um café, lavava a louça? hehehehe Foi aí que decidi ir para o hostel. É, compartilhar a cozinha, poderia me render algumas amizades. E não é que estava certa? (No meu primeiro dia em Malta o jantar foi russo

O melhor do Kavallieri é que eles limpavam os quartos uma vez por semana e trocavam as toalhas e roupa de cama duas vezes por semana. Apesar que a limpeza não era lá essas coisas, elas varriam, passavam um pano molhado no chão e limpavam o banheiro, beeeem por cima. Nada como estamos acostumados por aqui. Esqueça aqueeeeela faxina. O frigobar do meu quarto quando eu cheguei tinha tanto mofo que eu que tive que dar um trato pra poder colocar minhas comidinhas lá. =/

Ah! No quesito bagunça da galera. Eles pegavam um pouco no nosso pé por conta das festinhas e jantares que nós fazíamos. Pois é, a minha galera era bastante animada. Nós convidávamos a escola toda para fazer um esquenta antes de descer para Paceville. Porém os vizinhos começaram a reclamar do barulho e querer chamar a polícia. E diziam que em Malta se baixar polícia na festa, vai todo mundo em cana. Eu nunca vi isso acontecer, mas vai saber, né?! Enfim, as faxineiras também não curtiam muito. Também pudera, a sujeira no dia seguinte era grande. Daí pra frente começaram a nos controlar, colocaram uma moça que ficava vigiando para acabar com a nossa alegria.

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Tirando uma ou outra noite que rolava uma festinha, uma bagunça, eu diria que esse hostel era bem comportado. hehehehe

Enfim, recomendo o hostel e, não, este não é um post pago, ok?! Aliás, se por acaso algum dia tiver algo do tipo por aqui, deixarei bem claro para vocês. 😉

Dica: E se você optar por ficar hospedado por lá, por favor, não tome água da torneira, nem mesmo fervida, ok?! A água do hostel não é tratada, compre água mineral para fazer café, chá, cozinhar. Num outro post contarei um episódio engraçadíssimo que rolou comigo e a água do Kavallieri. hahahahaha

E a student house da Club Class?

Então, eu, Caroline, não ficaria, pois gosto de ter meu espaço e, sim, sou chata e fresca pra dividir banheiro. Na student house da Club Class era para dividir, além da cozinha, o banheiro com a casa toda. Se não estou enganada, pelo menos existe um masculino e outro feminino. Pelo menos isso, né?! hehehehehe Por outro lado, tive vários amigos que moraram lá um tempão e curtiam. Tudo depende muito do seu estilo, tempo que pretende ficar, grana que quer gastar… Essa é uma decisão muito pessoal.

Ah! Vale a pena ficar em casa de família?

Sinceramente, eu não tenho como responder essa pergunta, pois não vivi esta experiência. Então fica o convite para quem morou em Malta em casa de família, que tal dar seu depoimento nos comentários aí abaixo. Tenho certeza que uma galera vai ficar feliz com a sua contribuição. 😉

 

 

O que fazer para não ser barrado na imigração européia?

Quando eu fui pra Malta, me lembro que fiquei muito assustada. Sabe como é primeira vez fora da América Latina. Uma enxurrada de notícias de brasileiros que não foram aceitos em diversos países europeus. Algumas histórias até assustadoras. Pessoas maltratadas. Turistas, estudantes, executivos. Tem como viajar tranquilo? Com certeza, não. A gente acaba indo viajar com aquele medo de ser pego. Epa, mas peraí, ser pego por que se eu não fiz nada de errado, não é verdade? Eu tinha a sensação de ser culpada por um crime que não cometi. Mas será mesmo que todos esses brasileiros foram barrados na imigração sem motivo? Ok, nada justifica os maus-tratos. Porém com certeza tem muita gente que volta pra casa por besteira, por pura e simples falta de informação e documentação. E, claro, que volta dizendo que foi injustiçado, afinal como eu disse muitos nem sabem quais são os requisitos para entrada na Europa.

Foi exatamente pensando nisso que o Ministério das Relações Exteriores criou esse folheto explicativo com “Recomendações aos Brasileiros que viajam à Europa”.  

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Antes de viajar, verifique se está com todos os comprovantes e documentos necessários. Para diminuir um pouco o nervosismo na hora que passar pela imigração, sugiro que leve tudo separado e organizado em uma única pasta. Eu levei a minha dentro da bagagem de mão, mas quando fui pra fila da imigração, já fui com a pasta em mãos. Assim evitamos aquele desespero de ficar procurando tudo na hora que for solicitado. Muitas vezes eles não pedem nada além do passaporte, em outras fazem um interrogatório e querem ver tudo. Com cada pessoa é de um jeito. Por isso, vale lembrar também, que mesmo você seguindo todas essas orientações do governo brasileiro, estando com todos os documentos em ordem, ainda assim, a imigração pode não te aceitar. 

Fique atento a quantidade de euros por dia. No folheto eles dizem 60 euros por dia. Mas para pedir o visto em Malta são 48 euros. Daí você pensa, vou ter que comprovar só os 48. Buuuuuut, não conte tanto com isso. Como não existe voo direto Brasil – Malta, é importante lembrar que você pode ser barrado no local onde fará a conexão, principalmente se for um país membro da União Européia, pois é lá que eles dão aquela carimbada no seu passaporte. Portanto é mais seguro, você ter como comprovar os 60, ok?!

Nesse folheto, tem os telefones do Núcleo de Assistência a Brasileiros, tem até mesmo um telefone para qualquer emergência fora do horário de expediente. Leve isso com você, dentro da pastinha. Se quiser fazer o download do folheto, acesse aqui.